
About the author : Flaviano da Silva
Psicólogo Flaviano Jaime da Silva CRP 56349 Formaçôes: Psicólogo Formado pela Universidade Veiga de Almeida RJ Pós Graduado em Terapia Cognitivo Comportamental Contato email: flavianospsi@gmail.com Telefone 021 96626 7379
O atendimento online pode ser especialmente útil quando a pessoa está em casa, sozinha, assustada, sem conseguir sair, durante a madrugada, depois de uma briga, antes de uma decisão impulsiva, em uma crise de ansiedade ou em um momento de grande sofrimento. Ele não substitui atendimento presencial de emergência quando há risco imediato de vida, ferimento, intoxicação, surto psicótico, tentativa de suicídio ou ameaça física. Mas pode ser uma ponte importante para acolher, orientar, organizar e encaminhar.
O que significa procurar ajuda com urgência?
Procurar ajuda com urgência não significa que a pessoa está “louca” ou que perdeu toda a capacidade de cuidar de si. Significa que o sofrimento está alto o suficiente para precisar de apoio rápido. Em saúde emocional, urgência pode aparecer quando a pessoa não consegue se acalmar, não consegue parar de chorar, sente medo de fazer algo impulsivo, está em pânico, sente que pode se machucar, está usando álcool ou substâncias para suportar a crise, ou tem pensamentos de morte.
Também pode haver urgência quando a pessoa está muito confusa, sem conseguir tomar decisões simples, com medo de ficar sozinha, sem dormir há noites, vivendo uma lembrança traumática, em conflito intenso com alguém, sofrendo uma perda recente ou sentindo que não tem mais forças para continuar o dia.
Nem sempre a urgência parece dramática por fora. Às vezes, a pessoa fala baixo, responde normalmente, continua trabalhando e até sorri. Mas por dentro está em risco, com pensamentos pesados ou impulsos de se machucar. Por isso, a própria percepção da pessoa importa. Se você sente que não está seguro sozinho, isso já é motivo para buscar ajuda imediatamente.
Uma boa regra é esta: quando o sofrimento parece maior do que seus recursos naquele momento, procure apoio. Não espere provar que sua dor é grave o bastante. Se você está com medo de si mesmo, do que pode fazer, ou sente que não consegue atravessar a crise sozinho, a ajuda precisa vir agora.
Crise de ansiedade intensa
Uma crise de ansiedade pode assustar muito. O coração acelera, a respiração fica curta, o peito aperta, o corpo treme, a cabeça parece leve, o estômago embrulha e a pessoa pode pensar que vai morrer, desmaiar, enlouquecer ou perder o controle. Mesmo quando não há perigo real, o corpo sente como se houvesse uma emergência.
Nem toda crise de ansiedade exige atendimento de urgência, mas algumas situações pedem ajuda rápida. Procure apoio se a crise não passa, se está se repetindo muitas vezes, se você está com medo de ficar sozinho, se começou a evitar tudo por medo de outra crise, se está usando álcool ou remédios sem orientação para se acalmar, ou se os sintomas vieram junto com pensamentos de morte.
O atendimento psicológico pode ajudar a pessoa a reconhecer o ciclo da crise: sensação física, pensamento assustador, aumento do medo, mais sensação física e vontade de fugir. No meio da crise, essa compreensão é difícil de fazer sozinho. Ter alguém calmo, preparado e disponível pode ajudar a reduzir a sensação de desespero.
Também é importante lembrar que sintomas físicos novos, muito intensos ou diferentes precisam de avaliação médica. Dor no peito forte, desmaio, falta de ar importante, alteração neurológica, confusão, histórico cardíaco ou uso de substâncias exigem cuidado presencial. O apoio psicológico pode caminhar junto, mas não deve atrasar atendimento médico quando há sinais físicos graves.
Ataque de pânico e medo de morrer
O ataque de pânico costuma chegar como uma onda forte de medo. A pessoa pode estar em casa, no trabalho, em um mercado, no trânsito ou tentando dormir quando sente que algo terrível está acontecendo. Muitas vezes, o pensamento é: “agora é diferente”, “vou morrer”, “vou enlouquecer”, “ninguém vai me ajudar”.
Depois de ataques repetidos, a pessoa pode passar a temer a próxima crise. Começa a evitar lugares, sair apenas acompanhada, checar o corpo o tempo todo ou carregar objetos como garantia de segurança. Quando o medo do pânico começa a limitar a vida, a ajuda deve ser buscada com prioridade.
Um psicólogo online pode ajudar a pessoa a entender o que acontece durante a crise, diferenciar sensação de perigo real, identificar comportamentos de segurança e pensar em passos graduais para retomar liberdade. Em um momento agudo, pode ajudar a pessoa a se orientar no presente, reduzir pânico e decidir se precisa também de avaliação médica.
Se a crise vier junto com risco físico, uso de substâncias, desmaio, dor intensa ou sensação de que a pessoa pode se machucar, a prioridade é segurança presencial. Atendimento online ajuda, mas emergência médica deve ser acionada quando há risco imediato.
Pensamentos de morte ou vontade de desaparecer
Pensamentos de morte sempre merecem atenção. Eles podem aparecer de forma passiva, como “queria dormir e não acordar”, “queria sumir”, “seria melhor não existir”. Também podem aparecer de forma mais ativa, com ideias de se machucar, planos, despedidas, busca por meios ou sensação de que a pessoa pode agir em breve.
Se há pensamento de morte, o ideal é não ficar sozinho. Se há plano, intenção, meios disponíveis ou sensação de urgência, a situação é emergência. Procure atendimento presencial, chame alguém de confiança, vá a um pronto atendimento ou acione serviços de emergência da sua região.
O psicólogo online pode ser uma porta de acolhimento em momentos de ideação, especialmente quando a pessoa está confusa, com vergonha ou sem saber para quem falar. Mas, se o risco for imediato, o atendimento online deve ajudar a acionar rede e serviços presenciais, não substituir proteção física.
Falar sobre morte não é “chamar atenção”. É sinal de sofrimento. Se você está pensando nisso, conte a alguém agora. Não espere a vontade passar sozinho. Em crise, a mente pode parecer convincente quando diz que não há saída, mas isso pode ser parte do próprio sofrimento. A prioridade é manter você vivo até a onda baixar e o cuidado chegar.
Automutilação ou impulso de se machucar
A automutilação pode aparecer como tentativa de aliviar uma dor emocional insuportável, interromper vazio, descarregar raiva, punir-se ou comunicar sofrimento. Mesmo quando a pessoa diz que não quer morrer, machucar o próprio corpo é um sinal importante de risco e precisa de cuidado.
Procure ajuda urgente se você sente vontade de se ferir, se já se feriu, se está escondendo ferimentos, se não consegue parar, se os ferimentos estão ficando mais graves ou se a automutilação vem junto com pensamentos de morte. Não é necessário esperar “ficar pior” para pedir apoio.
Durante a crise, afaste objetos que possam ser usados para se machucar, chame alguém, fique em ambiente com outras pessoas e evite álcool ou substâncias. Use uma frase direta: “estou com vontade de me machucar e preciso de ajuda agora”. Pode ser difícil falar, mas essa frase pode proteger sua vida.
Na terapia, a pessoa pode aprender a identificar gatilhos, emoções, pensamentos e impulsos; criar ações alternativas; construir plano de segurança; e desenvolver formas de atravessar o pico emocional sem transformar dor em ferida. O objetivo não é julgar, mas proteger e cuidar.
Uso de álcool ou substâncias durante crises
Usar álcool, maconha, cocaína, calmantes sem orientação, estimulantes ou outras substâncias para suportar sofrimento emocional pode parecer uma saída rápida. A pessoa usa para dormir, relaxar, esquecer, não entrar em pânico, parar de pensar ou não sentir. Mas essa saída pode aumentar risco.
Substâncias podem piorar impulsividade, reduzir julgamento, aumentar conflitos, intensificar depressão, alterar sono e tornar pensamentos de morte mais perigosos. Misturar álcool com remédios, dirigir sob efeito, usar sozinho em crise ou usar quando há vontade de se machucar são sinais de alerta importantes.
Procure ajuda com urgência se você está usando para atravessar crises, se não consegue reduzir, se tem sintomas de abstinência, se misturou substâncias, se houve apagão, confusão, agressividade, ferimento, overdose ou risco de suicídio. Alguns quadros exigem atendimento médico imediato.
O atendimento psicológico pode ajudar a entender a função da substância: aliviar ansiedade, anestesiar trauma, reduzir vergonha, lidar com dor, fugir de depressão ou atravessar solidão. Mas, quando há intoxicação, abstinência grave ou risco físico, o atendimento presencial é prioridade.
Depressão profunda e desesperança
A depressão pode chegar a um ponto em que a pessoa não consegue levantar, tomar banho, comer, responder mensagens, trabalhar, estudar ou acreditar que algo vai melhorar. A mente passa a repetir frases como: “sou um peso”, “não presto”, “nada adianta”, “ninguém se importa”, “não vou aguentar”.
Quando a desesperança fica forte, é importante buscar ajuda rapidamente. A depressão pode fazer a pessoa acreditar que não há saída, mas essa sensação pode ser um sintoma, não uma verdade. Quanto mais isolada a pessoa fica, mais a depressão ganha força.
Procure um psicólogo com urgência se a tristeza está muito intensa, se você não consegue cumprir cuidados básicos, se está isolado, se tem pensamentos de morte, se perdeu completamente o interesse pelas coisas, se sente culpa insuportável ou se está usando substâncias para aguentar.
O atendimento psicológico pode ajudar a organizar o momento, reduzir culpa, identificar risco, construir passos pequenos e decidir se é necessário envolver familiares, psiquiatra ou serviço de emergência. Em depressão grave, apoio profissional não é luxo; é proteção.
Trauma, flashbacks e sensação de perigo no presente
Quem passou por trauma pode reviver o passado no corpo. Um som, cheiro, imagem, notícia, toque, data ou lugar pode acionar medo intenso. A pessoa pode ter flashbacks, pesadelos, choro, tremores, sensação de estar de volta ao momento traumático, vontade de fugir ou congelamento.
Procure ajuda com prioridade se lembranças traumáticas estão invadindo sua vida, se você não consegue dormir, se evita tudo que lembra o trauma, se está em hiperalerta constante, se sente culpa ou vergonha extrema, ou se usa álcool e substâncias para apagar memórias.
O atendimento online pode ser uma forma de começar a falar com segurança, especialmente quando sair de casa parece difícil. O psicólogo pode ajudar a orientar no presente, identificar gatilhos, criar estratégias de estabilização e pensar no tratamento adequado.
Se o trauma envolve violência atual, ameaça presente ou ambiente inseguro, o primeiro passo é proteção. Nesses casos, além do apoio psicológico, pode ser necessário acionar rede de segurança, serviços especializados, autoridades ou atendimento de emergência.
Insônia extrema e ansiedade noturna
Uma noite ruim acontece com qualquer pessoa. Mas, quando a pessoa passa várias noites sem dormir, fica em pânico ao anoitecer, usa álcool ou remédios sem orientação para apagar, tem pensamentos de morte durante a madrugada ou sente que não consegue atravessar a noite, a situação merece cuidado rápido.
A ansiedade noturna pode parecer mais assustadora porque tudo fica silencioso. A mente começa a revisar o dia, antecipar problemas, lembrar perdas, calcular horas de sono e imaginar o pior. A cama vira um lugar de luta.
Um psicólogo online pode ajudar a reduzir a urgência, organizar pensamentos, diferenciar preocupação produtiva de ruminação, orientar passos para passar a noite com mais segurança e avaliar se há sinais de risco que exigem atendimento presencial.
Se a falta de sono vier acompanhada de aceleração intensa, euforia incomum, irritabilidade extrema, impulsividade, pensamentos grandiosos ou comportamento perigoso, é importante procurar avaliação médica e psiquiátrica, pois alterações importantes de sono podem estar ligadas a quadros de humor que exigem cuidado específico.
Transtorno bipolar: sinais de crise
Pessoas com transtorno bipolar ou suspeita de bipolaridade devem levar a sério mudanças importantes de sono, energia, impulsividade e humor. Redução grande da necessidade de sono, fala acelerada, gastos fora do padrão, comportamento sexual de risco, irritabilidade intensa, sensação de grandeza, abandono de medicação, uso de substâncias ou decisões impulsivas podem indicar risco de episódio de mania ou hipomania.
Também há urgência quando a pessoa entra em depressão profunda, com desesperança, pensamentos de morte, isolamento e incapacidade de cuidar de si. Estados mistos, com sofrimento depressivo e energia agitada, podem ser especialmente perigosos.
O atendimento online pode ajudar a pessoa e familiares a reconhecer sinais, organizar próximos passos e acionar o tratamento adequado. Mas, se há psicose, risco de suicídio, comportamento perigoso, agressividade, intoxicação, ou incapacidade de se manter seguro, é necessário atendimento presencial de urgência.
Crises de humor não devem ser tratadas apenas como “fase” ou “drama”. Quanto mais cedo os sinais são percebidos, maior a chance de proteger sono, medicação, relações, segurança e funcionamento.
Conflitos intensos, impulsividade e medo de perder o controle
Algumas crises acontecem depois de brigas, términos, traições, rejeições, discussões familiares ou sensação de abandono. A emoção sobe rápido e a pessoa sente vontade de fazer algo imediatamente: mandar muitas mensagens, se machucar, quebrar objetos, dirigir sem rumo, beber, ameaçar terminar tudo ou desaparecer.
Quando a emoção está no pico, a mente enxerga pouco. Parece que agir agora é a única saída. Mas decisões tomadas no auge da raiva, do medo ou do desespero podem trazer consequências graves.
Procure ajuda urgente se você sente que pode machucar a si mesmo, machucar alguém, destruir objetos, dirigir de forma perigosa, usar substâncias ou tomar uma decisão irreversível. O primeiro objetivo é atravessar a onda emocional sem dano.
Um psicólogo online pode ajudar a criar espaço entre emoção e ação, validar o sofrimento sem alimentar o impulso, orientar estratégias de segurança e pensar em como retomar a conversa depois que a crise baixar.
Quando o atendimento online é suficiente e quando não é?
O atendimento online pode ser muito útil para acolhimento, orientação, organização de pensamentos, crises de ansiedade, sofrimento emocional intenso, conflitos, medo, tristeza, insônia, dúvidas sobre tratamento, prevenção de recaída e apoio em momentos de solidão.
Mas há situações em que ele não deve ser o único recurso. Se há risco imediato de suicídio, tentativa em andamento, ferimento, intoxicação grave, overdose, surto psicótico, violência, ameaça física, convulsão, confusão intensa, dor no peito importante, desmaio ou incapacidade de ficar seguro, procure atendimento presencial de emergência.
Uma forma simples de pensar é: se existe risco físico imediato, é emergência presencial. Se existe sofrimento intenso, mas a pessoa ainda consegue conversar, seguir orientações e se manter segura com apoio, o atendimento online pode ser uma porta de entrada valiosa.
Em caso de dúvida, escolha o caminho mais seguro. É melhor procurar ajuda e descobrir que a situação era manejável do que esperar demais em um momento de risco.
Como se preparar para pedir ajuda em uma crise?
Em crise, a mente pode ficar confusa. Por isso, ajuda ter algumas informações prontas. Se for procurar um psicólogo online, tente dizer de forma direta o que está acontecendo: “estou em crise de ansiedade”, “estou com pensamentos de morte”, “usei álcool e estou desesperado”, “tenho medo de me machucar”, “não durmo há dias”, “estou com vontade de desaparecer”.
Não se preocupe em explicar perfeitamente. O profissional pode ajudar a organizar. O mais importante é não esconder risco. Se há plano de suicídio, meios disponíveis, ferimento, uso de substâncias ou medo de perder o controle, diga claramente. Essa informação orienta o nível de cuidado.
Também ajuda ter por perto o telefone de alguém de confiança, endereço onde você está, lista de medicamentos usados, histórico de diagnóstico, contato de médico ou terapeuta anterior, e informação sobre uso de álcool ou substâncias. Em crise, detalhes práticos podem facilitar proteção.
Se você sabe que costuma ter crises, monte antes uma lista de contatos e passos de segurança. Não espere o pior momento para decidir tudo. Um plano simples pode fazer muita diferença.
O que esperar de um psicólogo em uma urgência emocional?
Em uma urgência emocional, o psicólogo não deve começar julgando, dando bronca ou tratando a dor como exagero. O primeiro passo costuma ser acolher, entender o que está acontecendo e avaliar risco. Isso inclui perguntar sobre pensamentos de morte, automutilação, uso de substâncias, impulsos, suporte disponível e segurança do ambiente.
Depois, o profissional pode ajudar a reduzir intensidade emocional, organizar pensamentos, identificar o que precisa ser feito agora e separar o que pode esperar. Em crise, nem tudo precisa ser resolvido. Muitas vezes, o objetivo é atravessar as próximas horas com segurança.
Se houver risco elevado, o psicólogo pode orientar a acionar alguém de confiança, buscar atendimento presencial, chamar emergência ou ir a um serviço de saúde. Isso não é abandono do atendimento online; é cuidado adequado ao nível de risco.
Se o risco for manejável, o psicólogo pode ajudar a construir um plano imediato: reduzir gatilhos, não ficar sozinho, evitar álcool e substâncias, adiar decisões impulsivas, usar ações alternativas, organizar sono, procurar acompanhamento contínuo e marcar próximos cuidados.
Por que não esperar a crise passar sozinha?
Algumas crises passam sozinhas. Mas nem sempre é seguro apostar nisso. Quando há risco de se machucar, uso de substâncias, pensamentos de morte ou sensação de perda de controle, esperar sozinho pode ser perigoso.
Além disso, mesmo quando a crise passa, ela pode voltar. Se a pessoa não entende o ciclo, pode repetir os mesmos padrões: evitar, beber, se isolar, explodir, se ferir, pedir garantias, não dormir, adiar ajuda. O atendimento psicológico ajuda não apenas a passar pelo momento, mas a aprender com ele.
Procurar ajuda cedo também reduz vergonha. Quanto mais a pessoa espera, mais pode sentir que “deveria ter dado conta”. Mas ninguém precisa provar força suportando sofrimento intenso sem apoio.
Ajuda rápida pode impedir que uma emoção temporária vire uma decisão permanente. Pode impedir que uma noite ruim vire risco de vida. Pode impedir que uma crise de ansiedade vire medo de sair de casa. Pode impedir que uma briga vire autodestruição. Pedir ajuda é uma forma de interromper o ciclo.
Como familiares podem reconhecer urgência?
Familiares e amigos devem prestar atenção a mudanças importantes. Isolamento extremo, frases de despedida, doação de objetos, aumento de álcool ou drogas, cortes ou ferimentos, abandono de cuidados básicos, fala de morte, agitação intensa, confusão, insônia prolongada, comportamento perigoso, gastos impulsivos, paranoia ou desespero intenso são sinais que não devem ser ignorados.
Se alguém diz “não aguento mais”, “vocês ficariam melhor sem mim”, “queria sumir” ou “vou acabar com tudo”, leve a sério. Pergunte diretamente se a pessoa pensa em se machucar. Falar sobre isso não cria o risco; pode revelar o risco que já existe.
Se houver risco imediato, não deixe a pessoa sozinha. Afaste meios perigosos quando possível, chame outros familiares confiáveis, busque atendimento presencial ou acione emergência. Se o risco não for imediato, mas o sofrimento for alto, ajude a pessoa a falar com um profissional rapidamente.
O apoio familiar mais útil combina acolhimento e ação. Não ridiculariza, não minimiza, não promete segredo diante de risco e não deixa a pessoa isolada no pior momento.
O atendimento urgente pode ser o começo de um cuidado contínuo
Uma conversa em crise pode ser decisiva, mas muitas situações precisam de continuidade. Crises de pânico repetidas, depressão, trauma, automutilação, uso de substâncias, transtorno bipolar, ansiedade generalizada, TOC, conflitos intensos e insônia persistente geralmente exigem acompanhamento.
O atendimento urgente pode ajudar a estabilizar o momento e indicar caminhos: psicoterapia regular, avaliação psiquiátrica, atendimento médico, grupos de apoio, plano de segurança, envolvimento familiar, mudança de rotina, tratamento para uso de substâncias ou acompanhamento especializado.
Isso não deve ser visto como fracasso. Pelo contrário. A crise pode mostrar que a pessoa precisa de uma rede maior de cuidado. Ninguém trata sofrimento complexo apenas com força de vontade.
Se você está em um momento difícil agora, buscar um psicólogo 24 horas online pode ser o primeiro passo para sair do isolamento, organizar o que está acontecendo e decidir com mais segurança o que fazer em seguida.
Pedir ajuda é uma forma de proteção
Há momentos em que a pessoa precisa parar de tentar vencer a crise sozinha. Isso não significa desistir de si. Significa se proteger. Quando o sofrimento está alto, a mente pode mentir: “ninguém vai entender”, “não adianta”, “é melhor sumir”, “você deveria dar conta”. Essas frases podem parecer verdadeiras, mas podem ser parte da crise.
Procurar ajuda urgente é uma escolha de cuidado. É dizer: “eu não vou deixar essa onda decidir tudo por mim”. É criar tempo para a emoção baixar, para o corpo sair do alerta e para outras possibilidades aparecerem.
Você não precisa esperar ter certeza de que é grave. Se está assustado com o que sente, se teme ficar sozinho, se pensa em se machucar, se não consegue parar uma crise, se está usando substâncias para suportar ou se sente que a noite é perigosa, procure apoio agora.
A dor emocional pode ser intensa, mas ela não precisa ser atravessada sem ninguém. Ajuda existe. E pedir ajuda pode ser o gesto que mantém aberta a possibilidade de um próximo dia.
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